Especulações livres

4 de set de 2005

Videobrasil 15 - Sesc Pompéia - São Paulo


15º FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTE ELETRÔNICA Videobrasil
SESC POMPÉIA - 6 a 25 de setembro

[texto do release do evento]



Com três semanas de duração, um novo formato de mostra competitiva e a maior programação já dedicada à performance no país, começa dia 6 de setembro, no Sesc Pompéia, o 15º Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil, realizado pelo SESC São Paulo e pela Associação Cultural Videobrasil. Com foco na produção do eixo sul das artes, o Festival reúne 130 obras recentes de países da América Latina, África, Sudeste Asiático, Oriente Médio, Europa do Leste e Austrália, além de nove performances ao vivo, dez mostras retrospectivas de vídeo, seis mesas de debate, três noites comandadas por VJs, cinco lançamentos, nove encontros com artistas e um workshop de performance. Por três semanas, ocupa uma estrutura projetada especialmente pelos arquitetos André Vainer e Guilherme Paolilello, com auditório de 190 lugares, Play Gallery (conjunto de espaços expositivos com telões e telas de plasma), midiateca (onde o público terá acesso a programas já exibidos e outros do acervo do Festival), bar e uma Livraria da Vila. Entre artistas, curadores, jornalistas e teóricos, o 15º Videobrasil reúne 196 convidados de mais de 20 países.

Panoramas do Sul
Pela primeira vez, a mostra competitiva do Videobrasil se divide em três segmentos, que serão exibidos cada um em uma semana do Festival. Estado da Arte (6 a 11/09) tem obras de artistas consagrados; Investigações Contemporâneas (13 a 18/09), pesquisas em vídeo; e Novos Vetores (20 a 25/09), trabalhos de jovens realizadores. A divisão reflete a diversificação da arte eletrônica do eixo sul, marcada "pela intenção de produzir sentido, ainda que de formas não-lineares", segundo Solange Farkas, criadora e curadora do Videobrasil. Karim Aïnouz, Kiko Goifman, Marcellvs L., Cao Guimarães, Mania Akbari e o estreante Daniel Lisboa, censurado em festival baiano, estão entre os autores que participam de Panoramas do Sul.

Performances
Gênero de caráter fortemente político, que ressurge com força no cenário contemporâneo, a performance é o tema curatorial do 15º Videobrasil, que reúne ao vivo exemplos de vertentes importantes – da intervenção urbana, marca do coletivo Frente 3 de Fevereiro (6/09) e da artista americana Coco Fusco, às performances que derivam das artes plásticas, como na obra do grupo Chelpa Ferro (20/09), do artista Marco Paulo Rolla (22/09) e da dupla Detanico Lain (17/09). A indonésia Melati Suryodarmo (8/09), discípula de Marina Abramovic, mostra seu ato baseado em autocontrole; a queniana Ingrid Mwangi usa voz e corpo em "My Possession" (15/09). O caminho do vídeo à performance é exemplificado pelo grupo feitoamãos/F.A.Q. (13/09) e por Eder Santos e convidados (24/09).

Mostras
Dez programas de vídeo, que se espalham pelas três semanas do Festival, compõem a maior retrospectiva de perfomance já exibida no Brasil. As mostras atestam a força da obra da artista Marina Abramovic, referência no gênero; da produção do centro de difusão nova-iorquino The Kitchen, que abrigou performances de Laurie Anderson, Robert Wilson e grupo Fluxus, entre outros; e do próprio Videobrasil, que reúne 18 performances que comissionou ou exibiu desde a década de 80, incluindo trabalhos de Waly Salomão, na Antologia Videobrasil de Performances, que também é lançada em DVD.

Zona de Reflexão
Atividades que atravessam toda a programação tentam adensar a reflexão no evento. Artistas e pequisadores discutem mecanismos de intercâmbio e outros tópicos no Ciclo de Debates; as VJ Nights reúnem artistas de nacionalidades diversas em sessões de live-image; o artista Marco Paulo Rolla e o professor Marcos Hill, do CEIA (Centro de Experimentação e Informação de Arte), comandam um workshop de performance; e laboratórios introduzem ao conteúdo do recém-lançado banco de dados Videobrasil On-Line. Esse eixo inclui ainda o lançamento do "Caderno Videobrasil", publicação dedicada à reflexão sobre arte contemporânea.

Realizadores
O 15º Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil é um projeto da Associação Cultural Videobrasil realizado pelo SESC São Paulo. Principal centro de referência de arte eletrônica do Brasil, a ACV (www.videobrasil.org.br) produz, além do evento bienal, mostras e curadorias nacionais e internacionais de vídeo e arte eletrônica, como a recente Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea, no MAM da Bahia; o projeto FF Dossier, que perfila artistas emergentes na Internet; e a série anual de documentários VCA, sobre artistas do circuito sul. Mantém um acervo de quase quatro mil títulos, desenvolve pesquisas e atividades educacionais e está lançando o Videobrasil On-Line, extensivo banco de dados sobre a arte eletrônica do circuito sul. A ACV tem o apoio do Prince Claus Fund, fundo holandês que financia e apóia projetos culturais e de desenvolvimento em vários países.
Solange Oliveira Farkas é uma das articuladoras mais ativas da produção de arte eletrônica do circuito sul. Diretora e curadora do Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil, que criou em 1983, preside a Associação Cultural Videobrasil, que realiza, além do Festival, documentários, publicações, projetos e curadorias de arte eletrônica exibidas pelos principais festivais do gênero no mundo. Integra o júri do Nam June Paik Award, o conselho para o programa de atividades do Prince Claus Fund, da Holanda, e os conselhos curatoriais do Paço das Artes e do Centro Cultural São Paulo. Em 2004 recebeu o Prêmio Cultural Sérgio Motta, em São Paulo, pela contibuição à arte eletrônica brasileira. Em 2005, realizou como curadora a Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea em Salvador (BA), lançou o banco de dados Videobrasil On-Line, e dirige o 15º Videobrasil e o quinto documentário da série VCA, dedicado à artista Coco Fusco.
O SESC São Paulo vem apoiando projetos da Associação Cultural Videobrasil desde 1992, tendo viabilizado, entre outros, a série Videobrasil Coleção de Autores e o banco de dados Videobrasil On-Line. "Há vinte e três anos, o Videobrasil tem sido pioneiro na valorização de novas mídias e no potencial por elas sustentado na leitura e interpretação das múltiplas faces da sociedade contemporânea", diz Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC São Paulo. "Esses são princípios caros ao SESC São Paulo, seja por incitarem o debate, seja por contribuírem para a construção contínua do conhecimento. O 15º Videobrasil é uma iniciativa marcada pelo vínculo arte-tecnologia que, a cada dia, encontra-se mais e mais inserido no cotidiano das pessoas. Daí sua relevância em incentivar novas percepções, ativar novas sensibilidades e estimular a melhor compreensão da arte contemporânea."

Serviço

O 15° Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil acontece de 06 a 25 de setembro de 2005 no SESC Pompéia (Rua Clélia, 93, tel: + 55 11 3871-7700, São Paulo).
O SESC Pompéia funciona de terça a domingo, das 10h às 22h. As atividades do Festival acontecem de terça a domingo, nos seguintes horários: 10h às 21h (exposições, encontros, debates, mostras de vídeo, livraria e bar); a partir de 21h (performances); e 22h (VJ Nights). Toda a programação do Festival é gratuita, mas os ingressos para as performances e VJ Nights devem ser retirados com antecedência nas bilheterias da Rede Sesc. A disponibilidade está sujeita à lotação dos espaços (Auditório: 191 lugares; Choperia: 800 lugares; Teatro: 330 lugares; Play Gallery: 120 pessoas)
Atendimento à Imprensa:
FCF Comunicação
Luciana Gomide - tel (11) 3032.3057 e (11) 9181.4024 ou fcfcom@uol.com.br

Nenhum comentário:

Total de visualizações de página